Os meus olhos abrem-se e eu
só ouço estática
Os meus ouvidos dilatam-se e eu
vejo vermelho
(as minhas pupilas dilatam-se)
o mundo a arrecadar todos
os pormenores para si
a minha identidade mergulhada
em ácido
(a minha lingua mergulhada em ácido)
uma roda eterna, roda eternamente
um assobio (ácido, pois então..)
a entropia dentro de mim cresce
a voz das formigas torna-se pequena.
Só vejo vermelho.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
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