Com ambas as mãos fechadas
Suporto o peso da tua voz
Tão vazia de sentido,
E acredito-me nesse mundo melhor
Enquanto fujo dele
E de ti
Possivelmente o ardor que sinto
Em todo este meu corpo
Advém da sensação nefasta
Que sinto quando escuto
O timbre da multidão
E o silêncio do coração;
Parece-me claramente
Que parou de bater
Penso que se recusa:
É natural.
Sinto ventos gélidos e a sensação
De que a tua mão me persegue
Por entre
Animais e anormais
Que conheço todos os dias:
Não reconheço uma única cara
Não decoro o mais inútil nome
O engraçado (e algo irónico, penso)
É que fundamentalmente
Não vejo sentido na degustação
Na normalização que me oferecem
E aceito-a com enorme agrado,
Mas tu certamente o compreendes
Mesmo que finjas que não
Não o entendo, tu também não
Apenas o sabemos.
Ainda bem, ninguém nos compreende.
Abraça-me só
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário